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Quercus entrega petição com 837 assinaturas contra obras em avenida

A associação ambientalista Quercus entregou, na Câmara de Vila Real, uma petição com 837 assinaturas, feita 'online', que defende a revisão do projeto de requalificação da avenida Carvalho Araújo, cujas obras arrancam na segunda-feira.

O projeto da Avenida Carvalho Araújo está incluído no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Vila Real que prevê um investimento global de 17,2 milhões de euros, financiados em 75% por fundos comunitários, e deverá estar concluído em 2022. Para a intervenção naquela que é a principal avenida da cidade de Vila Real vão ser direcionados cerca de 1,9 milhões de euros. O Núcleo Regional da Quercus de Vila Real informou que enviou hoje à câmara municipal uma petição pública que pede a revisão do projeto de reabilitação do espaço público da avenida Carvalho Araújo. Em comunicado, a associação refere que o abaixo-assinado começou a circular em início de outubro e conseguiu reunir “837 assinaturas”. A petição refere que “não houve qualquer tipo de preocupação ambiental, nem qualquer tentativa de se elaborar um projeto de reabilitação que contemplasse a manutenção das árvores e canteiros existentes na avenida, essenciais para o bem estar e qualidade de vida das pessoas que frequentam esse espaço público”. O texto alerta para o “corte de cerca de 40 árvores com idades compreendidas entre os 15 e os 30 anos” e ainda para a “destruição dos canteiros existentes e a impermeabilização do solo devido à colocação de pavimento na maior parte da área" que irá ter impactos "negativos no clima e noutros indicadores ambientais”. Considera ainda que a avenida “ficará mais exposta ao sol no verão, diminuindo a atratividade para o recreio e convívio” e salienta que a “ausência de sombra tornará impossível a permanência de pessoas na avenida no verão, pois, após o corte das árvores existentes, as árvores recém plantadas demorarão dezenas de anos até proporcionar a mesma sombra que as que lá existem”. A autarquia já refutou as críticas da Quercus e, num comunicado datado de agosto, referiu que “ainda que se evite, sempre que possível, o abate de árvores, a substituição do atual arvoredo por um novo foi considerada a melhor forma de valorizar aquele nobre espaço urbano e contemplou preocupações com o seu interesse estético e com a sua adequação técnica em aspetos como a aclimatação e resiliência do ambiente urbano, a adaptação à quantidade de solo disponível, o efeito nos pavimentos e o aumento do espaço pedonal”. O município salientou que, das atuais 57 árvores, a avenida ficará, após a intervenção, com 76, e sublinhou ainda o “aumento do coberto arbóreo por metro quadrado”. “As 76 árvores que constam do projeto ficarão, na sua maioria, instaladas em amplas zonas permeáveis, formando duas grandes manchas verdes para usufruto das pessoas e para a promoção da necessária amenidade ambiental da avenida, em contraponto à clareira central pavimentada que se constituirá como um espaço de maior irradiação térmica e de maior conforto na maioria dos meses frios e nas noites de verão”, referiu ainda. De acordo com a autarquia, “ponderados os prós e contra (…) os benefícios para a atual e futuras gerações, superam, em muito, os inconvenientes e prejuízos” alegados pela Quercus. A requalificação da avenida prevê a concentração do tráfego, nos dois sentidos, no lado esquerdo (poente), transformando todo o lado direito (nascente) numa praça para fruição da população, com espaços verdes e bancos, e para a realização de eventos. O município anunciou na quinta-feira que os trabalhos de requalificação da Avenida Carvalho Araújo e ruas envolventes se iniciam na segunda-feira e informou que vai ser necessário introduzir condicionamentos ao nível do trânsito e do estacionamento.