Teatro
18 de Janeiro // 21h30
Audir - grande auditório
Peso da Régua

Contas Nordestinas de A.M. Pires Cabral é um espetáculo que pretende perpetuar junto das “velhas e novas” gerações o maravilhoso da memória de Trás-os-Montes. Criado pela Filandorra – Teatro do Nordeste no âmbito do projeto “O Teatro e as Serras – Pólo de Criação da Serra de Bornes”, um dos vencedores da primeira edição do Orçamento Participativo de Portugal. 

Em Contas Nordestinas a Filandorra coloca em cena o microcosmos da aldeia nordestina, feito de elementos estruturantes da sociedade rural – o pão, a água, a lã, os valores e comportamentos, as superstições, a morte... sob a batuta do Tio Zé das Candeias, que nas palavras do autor, é “um compère muito sui generis que encarna o papel quase demiúrgico de guardião da memória e dos usos da aldeia. São contas (modo rural nordestino de dizer contos, histórias) de riso e de choro, de sangue e de cio, de afronta e de vingança, onde os instintos irrompem poderosamente”. Fugindo à tentação do naturalismo fácil, a encenação “prefere adoptar uma abordagem simbólica feita do maravilhoso e de mágico, em marcações rápidas e precisas, sublinha a música popular autêntica, que convém singularmente ao texto, formando com ele um todo harmonioso”.

O espetáculo está repleto de histórias felizes de namoro e sedução, de encontros, onde a sensualidade dos braços durante as cegadas de Verão se sobrepõe ao pudor, de desencontros, quando o sexo sem amor conduz ao adultério e provoca o homicídio e também de histórias de bruxas, que continuam a alimentar a oralidade e circulação da palavra nas nossas aldeias.
AUDITÓRIO | M/16 | 4€